AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA IN VITRO DA SOLIDAGO CHILENSIS E POROPHYLLUM RUDERALE (ARNICA BRASILEIRA E ARNICA PAULISTA)

Mayara de Faria Gasparini CRUZ, Vanessa Faria de SOUZA, Danyelle Cristine Marini de MORAES, Gismar Monteiro Castro RODRIGUES, Flavia de Mello Santos Franco de PAULA

Resumo


As espécies Solidago chilensis e Porophyllum ruderale pertencem à família Asteraceae e são conhecidas popularmente como arnica. Os estudos sobre as espécies S. chilensis, nativa da América do sul, e da P. ruderale, nativa do Brasil, confirmam que possuem atividades biológicas. Popularmente são utilizadas como cicatrizante, anti-inflamatório, antifúngico, antibacteriano, calmante e no tratamento de: hipertensão arterial, leishmaniose, edemas e traumatismos, por sua vez têm grande importância na área da saúde tendo formas de usos diversos, porém há poucos estudos em relação a sua atividade antimicrobiana. O objetivo do presente trabalho foi analisar a ação antimicrobiana in vitro das espécies S. chilensis e P. ruderale, verificar a presença dos compostos químicos Taninos, Antraquinonas, Saponinas e Flavonóides, bem como comparar com os resultados descritos na literatura sobre a Arnica montana. A tintura mãe foi obtida a partir de uma mistura hidroalcólica. Foram testadas cepas-padrão (ATCC) de Staphylococcus aureus e Escherichia coli, a metodologia utilizada foi a do disco difusão em ágar, utilizando-os impregnados com 10 µL de tintura mãe e colocados nas placas com micro-organismos previamente semeados. Quanto ao método do disco difusão em ágar, observou-se que as bactérias S. aureus e E. coli não são resistentes à concentração de 10 µL de tintura mãe de S. chilensis e P. ruderale. No teste do perfil fitoquímico dos vegetais, foram comprovadas: (1) a presença de taninos e flavonóides nas duas espécies; (2) a presença de saponinas apenas na S. chilensis e (3) a ausência de antraquinonas nas duas amostras. As espécies S. chilensis e P. ruderale não foram eficazes no controle microbiano.


Palavras-chave


Antimicrobiano; S. chilensis; P. ruderale. Asteraceae; Plantas medicinais.

Texto completo:

PDF

Referências


ALI-SHTAYEH, M.S.; YAGHMOUR, R.M.R.; FAIDI, Y.R.; SALEM, K.; AL-NURI, M.A.; Antimicrobial activity of 20 plants used in folkloric medicine in the Palestinian area. Journal of Ethnopharmacology, Cagliari, Italy, 1998; v.60, p. 265-71.

AMATO, A.L.; et al. Atividade antimicrobiana in vitro de Arnica Montana. Disponível em: < www2.pucpr.br/reol/index.php/BS?dd1=2507&dd99=pdf>. Acesso em: 03 jan. 2010.

ARNOUS, A.H.; et al, Plantas medicinais de uso caseiro – Conhecimento popular e interesse por cultivo comunitário. Revista Espaço para Saúde, Londrina, PR, 2005 [online], v.6, n.2, p.1-6. Disponível em: < www.ccs.uel.br/espacoparasaude/v6n2/plantamedicinal.pdf>. Acesso em: 17 jan. 2010.

BAUER, A.W.; KIRBY, W.M.M.; SHERRIS, J.C.; TURCK, M., Antibiotic susceptibility testing by standardized single disk method. American Journal of Clinical Pathology, Chicago 1966; v.45, p.493-6.

BRUMATI, F. et al. Composição química e atividade antifúngica do óleo essencial de folhas de Porophyllum ruderale (Jacq.) Cass. (Asteraceae), [200-?]. Disponível em: . Acesso em: 29 jan. 2010.

CORREIA, E.; et al, Propagação vegetativa de arnica-brasileira (Solidago chilensis Meyen) por estacas de rizoma. Revista Brasileira Plantas Medicinais, Botucatu, SP 1998 [online], p. 23-27, Disponível em: . Acesso em: 27 jan. 2010.

FARMACOPÉIA BRASILEIRA. 4.ed. São Paulo: Atheneu, 1988. ISBN : 8574540579.

FONSECA, M.C.M. Crescimento, composição do óleo essencial, teores de óleo e tanino em Porophyllum ruderale (Jacq.) Cassini, 2001. Dissertação (Mestrado em Fitotecnia) – Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. Disponível em: . Acesso em: 03 jan. 2010.

FONSECA, M.C.M.; et al. Anatomia dos órgãos vegetativos e histolocalização de compostos fenólicos e lipídicos em Porophyllum ruderale (Asteraceae). Planta Daninha [online], Londrina, PR, v.24, n.4, p. 707-713, 2006. Disponível em: . Acesso em: 03 jan. 2010.

FONSECA, M.C.M.; et al. Influência da época e do horário de colheita nos teores de óleo essencial e de taninos em couve-cravinho (Porophyllum ruderale)(Jac.) Cassini. Revista Brasileira Plantas Medicinais, Botucatu, SP. [online], Botucatu, v. 9, n. 2, p. 75-79, 2007. Disponível em: . Acesso em: 03 abr. 2010.

KLAAS, C.A; WAGNER, G.; LAUFER, S.; SOSA, S.; LOGGIA, R.D.; BOMME, U., et al. Studies on the antiinflamatory activity of phytopharmaceuticals prepared from Arnica flowers. Planta Medica. Stuttgart , DE, 2002; v.68, p.385-91.

LOPES, N.P. Química e atividade biológica da arnica brasileira (Lychnophora ericoides). O Biológico, São Paulo, v.65, n.1/2, p.67, jan./dez. 2003. Disponível em: . Acesso em: 15 jan. 2010.

LORENZI, H.; MATOS, F. J. A. Plantas medicinais no Brasil: nativas e exóticas cultivadas. Nova Odessa: Plantarum, 2002.

MACIEL, M.A.M.; et al.; Plantas medicinais uma Necessidade de estudos multidisciplinares .Química Nova, São Paulo [online]. 2002, vol.25, n.3, pp. 429-438. ISSN 0100-4042. Disponível em: . Acesso em: 03 jan. 2010.

MARTINS, M.D.; et al. Citotoxidade in vitro de extratos de arnica brasileira (Solidago microglossa) e arnica paulista (Porophyllum ruderale). ConScientiae Saúde, São Paulo, 2009 [online], p. 99-104. Disponível em: . Acesso em: 05 jan. 2010.

NARDY, R; NASCIMENTO, C.M.; JORGE, A.O.C.; ZELANTE P.M. Análise da ação antimicrobiana das medicações Calêndula, Arnica e Echinacea. In: Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica, 17. Águas de Lindóia, 2000. Anais. p. 746. [Online] 2000. Disponível em: . Acesso em: 04 jan 2010.

NATIONAL COMMITTEE FOR CLINICAL LABORATORY STANDARDS. Método de Referência para Testes de Diluição em Caldo para a Determinação da Sensibilidade a Terapia Antifúngica das Leveduras; Norma Aprovada—Segunda Edição. NCCLS document M27-A2 [ISBN 1-56238-469-4]. Estados Unidos, 2002.

PANSERA, M.R.; et al. Análise de Taninos totais em plantas aromáticas e medicinais cultivadas no Nordeste do Rio Grande do Sul. Revista Brasileira de Farmacognosia, Curitiba, PR 2003 [online], v.13, n.1, p. 17-22. Disponível em: . Acesso em: 09 out. 2010.

PREPARATION OF HOMEOPATHIC DRUGS. [Online]2007. [cited 2007 jan 02] Disponível em: . Acesso em 12 abr. 2010.

ROBBERS, J.E.; SPEEDIE, M. K.; TYLER, V. E. Farmacognosia e farmacobiotecnologia. São Paulo: Premier, 1997.

ROCHA, A.A. Obtenção e avaliação das atividades analgésicas e antiinflamatória do extrato hidroalcoólico bruto da arnica brasileira (Solidago microglossa, DC), 2006. Dissertação (Mestrado em Promoção da Saúde) – Universidade de Franca, Franca. Disponível em: . Acesso em: 04 jan. 2010.

SANTOS, M.D. Lychnophora ericoides’Mart: Avaliação Farmacológica e considerações sobre o metabolismo oxidativo das substâncias bioativas. Tese de doutorado em Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) SP. 2006. Disponível em: . Acesso em: 26 fev. 2010.

SIMÕES, C.M.O. Farmacognosia: da planta ao medicamento. 5. ed. Florianópolis: Universidade/UFRGS/, 2003.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.