AVALIAÇÃO DE DOR CRÔNICA OSTEO-ARTICULAR EM INDIVÍDUOS DE 20 A 70 ANOS DA CIDADE DE MOGI GUAÇU-SP

Magali Aparecida Braga Matias Conceição, Fabrício de Faveri Favero

Resumo


A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a um dano tecidual real ou potencial, ou ainda descrita como se o dano estivesse presente. Estudos apontam que a dor é uma das principais causas do sofrimento humano, comprometimento da qualidade de vida, sem capacidade de medir as repercussões psicossociais e econômicas, o que a torna um grave problema de saúde pública. Diante do aumento do consumo de analgésicos e anti-inflamatórios no cotidiano foi proposta uma investigação das condições dolorosas em um grupo de 50 voluntários frequentadores de uma drogaria na cidade de Mogi Guaçu, com idade entre 20 a 70 anos, traçando-se o perfil das principais queixas dolorosas e do consumo de medicamentos para controle da dor. Os resultados mostraram que acima de 60 anos há predominância para dores osteo-articulares provavelmente relacionadas às complicações de saúde, sobrecarga de força nas articulações, problemas posturais, além do processo de
envelhecimento natural. A dor de coluna representou a condição clínica com maior queixa. Para o tratamento da dor a maioria dos voluntários utiliza medicamentos com associação de dipirona, orfenadrina e cafeína. Medicamentos associados contendo cafeína, carisoprodol, diclofenaco e paracetamol representaram o segundo grupo mais solicitado. Indivíduos com dores crônicas tendem a apresentar aumento da pressão arterial, muitas vezes ubdiagnosticadas, contribuída pelo estresse gerado devido ao quadro doloroso. Os altos índices de intoxicações medicamentosas na sociedade atual podem estar vinculados ao alto consumo de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios devido à automedicação para controle da dor.


Palavras-chave


Dor Crônica. Analgésicos. Anti-inflamatórios.

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